O que são projetos complementares?

Entenda a importância destes projetos para a sua obra e as especificidades de cada um.

Projetos complementares - Raboni Engenharia

Projetos complementares são os projetos técnicos que completam o projeto arquitetônico, com as informações necessárias para a construção de uma residência, prédio comercial ou um galpão industrial, por exemplo.

Estes projetos auxiliam, complementam e determinam diretrizes para o projeto arquitetônico da obra e influenciam a concepção dos espaços. Eles são fundamentais, pois são calculados com precisão e apresentam as informações técnicas de cada etapa da sua construção.

São chamados de projetos complementares os projetos estruturais e fundações, elétrica, hidrossanitário, luminotécnica, climatização, proteção contra incêndio, acessibilidade, entre outros. Todos estes projetos devem seguir as normas vigentes estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A seguir, entenda a importância e as necessidades de alguns desses projetos.

1. Projeto elétrico

No projeto elétrico, você encontrará informações detalhadas das instalações elétricas da obra, sobre a utilização dos pontos elétricos, as cargas da edificação e sua distribuição, a segurança da instalação e o padrão de alimentação. 

Tudo para que a estrutura elétrica seja implantada com segurança e eficiência. São levadas em consideração além das necessidades do proprietário do imóvel, o cumprimento de todas as normas vigentes.

Em primeiro lugar, é importante avaliar as necessidades do proprietário para definir o local das tomadas e interruptores, o tipo de iluminação (o que será decorativo e o que será funcional), quais equipamentos serão instalados, etc. 

Em seguida, deve-se elaborar as plantas iniciais do projeto, por meio de um estudo preliminar da obra. As plantas devem indicar, por exemplo, a localização dos pontos de consumo de energia, da iluminação e das tomadas. Tudo isso de acordo com as normas de segurança da NBR5410 e NR10, criadas pela ABNT.

O projeto final também pode incluir a entrada de energia com sistemas em baixa e média tensão, a distribuição de energia e sistemas de geração autônoma de energia, como a produzida por painéis solares, proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), proteção contra sobretensões (DPS), entre outros. 

Dentro da luminotécnica, que é o estudo da aplicação de luz em ambientes, há a possibilidade de se fazer a automação residencial. A instalação de um sistema inteligente de iluminação ajuda a economizar energia, principalmente se estiver integrado ao sistema de climatização. A dimerização de iluminação, por exemplo, pode resultar em uma economia de até 30%.

Projetos de telefonia, interfone, som, distribuição de lógica, automação predial e segurança patrimonial também podem fazer parte de um projeto elétrico.

2. Projeto estrutural

colocação de vigas Raboni Engenharia

O projeto estrutural reúne todas as informações referentes ao dimensionamento de toda a estrutura que fará parte de uma edificação como vigas, lajes, pilares e fundação.

Com base nas normas NBR- 6118/2014 e NBR-6120/1980 e com o auxílio de  softwares específicos, o profissional é capaz de fazer o dimensionamento e detalhamento dos elementos.

Antes de começar o projeto estrutural, é importante estudar o projeto arquitetônico, fazer um levantamento topográfico, o macroambiente da obra, o planejamento e, assim, definir a metodologia do sistema estrutural de acordo com a melhor solução, podendo a estrutura ser de concreto convencional, protendido, pré-moldado, metálica, entre outros.

Realizar a sondagem de solo também é necessário, pois, somente com ela, é possível obter informações importantes para o dimensionamento da fundação. Entre elas, a espessura das camadas que compõem o terreno, bem como a sua resistência; a determinação do tipo de solo; e o nível do lençol freático, quando existir.

Dessa forma, é possível garantir a segurança da obra, a otimização da mão de obra e o dimensionamento das estruturas e o melhor aproveitamento dos materiais. 

O projeto estrutural deve ser acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que responsabiliza juridicamente o engenheiro pela estrutura desenvolvida. O projeto ainda poderá ser acompanhado do memorial descritivo, da memória de cálculo e da planilha de quantidades.

3. Projeto hidrossanitário

Mesmo em construções menores, contar com um projeto hidrossanitário é essencial. Isso porque erros nas instalações hidráulicas e sanitárias podem resultar em vazamentos de água, mau cheiro, entupimento, falta de pressão, entre outros problemas.

O projeto deve englobar as plantas da rede sanitária e da rede hidráulica e oferecer informações detalhadas sobre toda a distribuição de água fria, água quente, esgoto e água pluvial ao longo da edificação. Também é importante que este projeto seja compatível aos outros projetos complementares e ao projeto arquitetônico, para evitar possíveis interferências construtivas.

Em relação à distribuição de água fria, é importante definir a locação de entrada de água (hidrômetro e registro), as colunas de distribuição de água, os ramais de distribuição e a localização das peças de saída.

Também é importante dimensionar a caixa d’água para atender a demanda de moradores e uma autonomia de abastecimento. Na falta de acesso à água tratada, o projeto deve incluir a construção de um poço artesiano. Se o projeto incluir água quente, é necessário prever, por exemplo, as tubulações que transportam a água até o aquecedor.

No projeto sanitário, por sua vez, é importante locar os ralos e as posições das caixas de passagem e de gordura, além dos filtros e da inspeção. Na falta de rede de tratamento de esgoto, é necessário prever a construção de fossa séptica, filtro e sumidouro, para que os dejetos não sejam despejados na rede pluvial.

O dimensionamento das calhas, o declive do telhado para que a água escorra e a prumada da tubulação que irá conduzir a água da chuva até a rede pública também devem fazer parte do projeto. Ele também pode conter, por exemplo, uma solução para a captação de água dos telhados, de modo a tornar a sua obra mais sustentável.

Além de atender às normas da ABNT e às demais legislações, o projeto também deve cumprir com as exigências e solicitações da empresa de abastecimento de cada estado.

4. Projeto de prevenção e combate a incêndio

PPCI Raboni Engenharia

Um projeto de prevenção e proteção contra incêndios é muito importante, pois é capaz de dificultar a propagação do fogo, reduzir os danos ao patrimônio e ao meio ambiente e dar condições facilitadas de acesso ao Corpo de Bombeiros.

A lei federal nº 13.425, de 30 de março de 2017 estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público.

Entretanto, embora exista uma série de exigências técnicas comuns em qualquer região do país, a legislação que regulamenta o PPCI é estadual. Em linhas gerais, o projeto é obrigatório para edificações com grande fluxo de pessoas.

É fundamental consultar as normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros do seu estado e contar com um engenheiro especializado e habilitado pelo CREA para elaborar o documento.

O PPCI deve prever a implementação de sistemas de controle como alarmes, dispositivos de disparo automático e equipamentos de combate ao fogo como sprinklers, hidrantes e extintores, além de uma sinalização clara e eficiente com indicação para as saídas de emergência.

Nós, da Raboni Engenharia, atuamos em todas as etapas do seu projeto, do arquitetônico aos complementares, viabilizando todas as etapas da sua obra e garantindo a compatibilização de todos os projetos necessários. Entre em contato conosco!

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